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Rotina: O Mapa Cerebral para a Regulação e o Aprendizado

Para uma criança neurodivergente, o mundo pode ser um lugar de estímulos caóticos e imprevisíveis. A neurociência explica que a rotina atua como um “exóscrito” (um suporte externo) para as funções executivas, ajudando o cérebro a organizar o que vem a seguir sem entrar em estado de alerta constante.

O que diz a Ciência e a Psicologia:

  • Redução do Cortisol: A previsibilidade diminui os níveis de ansiedade, evitando que a criança permaneça em estado de “luta ou fuga”, o que é essencial para que o aprendizado ocorra.
  • Economia de Carga Cognitiva: Quando a criança sabe a sequência dos fatos (acordar, vestir, comer), o cérebro não precisa gastar energia decidindo ou temendo o futuro. Essa energia sobra para a interação social e a cognição.
  • Segurança e Autonomia: A psicologia do desenvolvimento reforça que limites claros e sequências rítmicas geram o ambiente de segurança necessário para a exploração e o crescimento.

A Rotina em Três Ambientes Diferentes:

  • Na Escola (Manejo de Transições): Antecipar a mudança de uma atividade para outra (como o fim do recreio ou a troca de professor) evita crises. O uso de suportes visuais permite que o aluno se auto-regule e acompanhe o ritmo da turma.
  • Na Terapia (Consistência e Ganhos): A rotina clínica estabelece o vínculo. Quando a criança entende a estrutura da sessão, ela se sente segura para enfrentar desafios terapêuticos e novos aprendizados.
  • Em Casa (Harmonia Familiar): Uma casa com rotina clara reduz a sobrecarga dos pais. O uso de ferramentas como “Capivara da Rotina” ajuda a transformar o planejamento em algo visual e compartilhado, onde a criança sente que também tem controle sobre o seu dia.

Nós não queremos crianças “robotizadas”, queremos crianças reguladas. Uma rotina bem estruturada é o que permite a liberdade de aprender e brincar sem o medo do inesperado.

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